Ángel Haro: o Betis assume ~15 milhões em perdas e não ‘desfaz’ estrelas
O Betis projeta cerca de 15 milhões em números vermelhos e quer compensar com receitas da Champions e plusvalias na 2026-27.
O Real Betis vai fechar o exercício com cerca de 15 milhões de euros em perdas, decisão que justifica por não ter vendido as suas estrelas durante a sua época na Champions, segundo a MARCA. O resultado (a 30 de junho) será votado na Junta Geral Ordinária de Acionistas no fim do ano.
Contas no vermelho, elenco mantido
Manu Fajardo e Ángel Haro responderam às críticas à planificação. Haro foi contundente: “Gostaríamos de ter mais saídas, mas quando os futebolistas dizem que não saem, não saem. Deviamos ter feito uma grande venda para equilibrar as contas”. O presidente também insistiu que o clube precisa de plusvalias para acertar os gastos de plantel e competir, e não “lutar do 8º ao 15º lugar”.
Segundo o clube, ofertas importantes por jogadores como Abde ou Natan chegaram tarde — já com o exercício encerrado — e por isso a prioridade foi manter uma equipa forte na temporada exigente. “Apareceu uma grande oportunidade por Abde no último dia; não se chegava à cláusula e decidimos manter o plantel”, disse.
O Betis recorda que investiu em reforços como Antony (22 milhões de euros), Nelson Deossa (13), Rodrigo Riquelme (8), Valentín Gómez (5,5) e Gonzalo Petit (4,5). Ainda assim, saídas como Sergi Altimira para o Sporting (18,25 milhões) e Nobel Mendy (perto de oito milhões) não chegaram para cobrir o orçamento.
Champions para compensar
O retorno à Liga dos Campeões permitiu ao Betis aumentar o seu teto salarial, já acima dos 142 milhões. Além disso, na 2026-27, o clube calcula mais de 40 milhões de euros em receitas de Champions entre prémios desportivos, abonos e bilheteira, contando também com os ganhos se avançar nas eliminatórias.
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