David Kogan (IFR) avisa: renuncia se houver pressão política sobre o City
Kogan garante independência “absoluta” e fala de licenciamento e de uma venda forçada caso um teste de “fitness” falhe.
David Kogan, presidente do Independent Football Regulator (IFR), afirmou na terça-feira, no lançamento do relatório State of the Game, que vai demitir-se se sofrer qualquer pressão política sobre como atuar após a condenação do Manchester City por violar as regras financeiras da Premier League ao longo de nove anos. “My independence is absolute”, frisou, e acrescentou que “não houve absolutamente nenhuma pressão política”.
Kogan detalhou que o regulador pode rever donos e dirigentes e também avaliar se são “fit and proper”. Se um proprietário não passar no teste de “fitness” ligado a “integrity, honesty and financial soundness”, o IFR pode exigir a venda do clube. Sobre disputas judiciais, indicou que as entidades poderiam ser chamadas a custear via uma taxa.
Licenças e redistribuição
O estudo, segundo o The Guardian, aponta diferenças gritantes: o clube mais bem remunerado da Premier ganha 605 vezes mais do que o que menos fatura na National League. Ao mesmo tempo, 94% dos 116 clubes sob a regulação tiveram prejuízo em 2025-26, e 11 clubes da Football League registaram custos acima da receita mesmo retirando os salários dos jogadores.
Kogan defendeu que um acordo de redistribuição entre Premier League e EFL poderia gerar efeito imediato—diminuir os parachute payments e aumentar o montante para todos ajudaria a aliviar o efeito “distorcivo” no conjunto.
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