Mike Cave (Brighton) explica o plano: dados e empréstimos para formar talento
O Brighton é terceiro na Premier League e mistura análise com mercado de empréstimos: desde 2018-19, mais de 20 por época.
Mike Cave, diretor esportivo do Brighton, detalha à BBC Sport como o clube constrói atletas com um modelo guiado por dados e uma rota de empréstimos para preparar contratações para a Premier League. A análise, ligada ao Jamestown Analytics do dono Tony Bloom, permite acompanhar o desempenho de jogadores e também de treinadores em ligas profissionais.
Cave afirma que não existe um “único indicador” procurado, mas sim a avaliação de desempenho e potencial, com reavaliações constantes conforme o que funciona. Ele também destaca que a informação inclui encaixe fora do campo: caráter, histórico e adequação ao ambiente do clube.
Da análise ao gramado
O desenvolvimento passa pelo mercado de empréstimos: desde 2018-19, o Brighton fechou mais de 20 negócios de empréstimo por temporada, com 27 na última; neste verão, emprestou 16 jogadores e espera mais em janeiro. Entre os exemplos, cita Alexis Mac Allister—contratado por £6.8m em janeiro de 2019, com retorno imediato por empréstimo a Argentinos Juniors e Boca Juniors, e só virou jogador do time principal no verão de 2020. Depois foram 112 partidas antes da venda ao Liverpool por £35m.
Ele lembra também Jan Paul van Hecke, comprado por £6m em 2020, com dois anos de empréstimo em Heerenveen e Blackburn Rovers, depois 131 jogos pelo Brighton e venda ao Tottenham por £52m. Nesta temporada, a aposta recai sobre Malick Yalcouye (£6m) e Ibrahim Osman (£17m), ambos vindos de empréstimos, que já começaram a aparecer na Premier League.
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