Rui Pinto continua no programa de proteção de testemunhas em Portugal
A decisão de o tirar da proteção foi suspensa. Agora ele terá 10 dias para analisar a avaliação do risco feita pela comissão.
Rui Pinto, fundador do Football Leaks, vai continuar no programa de proteção de testemunhas depois de Portugal ter suspendido a decisão de encerrar a medida. Ele estava marcado para sair já neste sábado, algo que Pinto tinha dito que o colocaria “em situação de risco de vida”.
Segundo a BBC Sport, a reversão acontece porque a comissão responsável pelos programas especiais de segurança não teria notificado Pinto de forma adequada sobre os motivos da retirada, nem dado a ele a oportunidade de contestar.
Pinto terá agora 10 dias para analisar a avaliação de risco feita pela comissão, que indica uma ameaça baixa à sua segurança. Nas redes sociais, no X, ele agradeceu à ministra da Justiça, Rita Alarcao Judice, e afirmou que a decisão inicial teria violado a lei e configurado um “abuso manifesto de poder”.
Com 37 anos, Pinto se define como denunciante e forneceu documentos confidenciais que ajudaram a desencadear investigações ligadas ao Manchester City. Em Portugal, foi condenado por crimes como acesso ilegal a dados e tentativa de extorsão, com pena de quatro anos suspensa. Além disso, em 2026 foi absolvido em 241 acusações por acesso ilegal a contas de e-mail de diversas entidades esportivas portuguesas, incluindo o Benfica.
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